segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Candiacervus

Créditos: George Papageorgiou (NefelisSt); DeviantArt.
Nome: Candiacervus ("Cervo de Creta/Cândia").
Época: Pleistoceno.
Local: Ilha de Creta (talvez outras ilhas gregas próximas).


 Candiacervus foi um gênero extinto de cervos que habitaram a Ilha de Creta, na Grécia, durante o período Pleistoceno, entre 300.000 e 10.000 anos atrás. Seus primeiros fósseis foram descobertos por volta de 1907 e, nos dias de hoje, 8 espécies são oficialmente reconhecidas. Outros cervos anões foram descobertos em ilhas próximas, como a Ilha Cárpatos, mas ainda não se sabe se eles pertencem ao gênero Candiacervus. Seu nome significa "Cervo de Cândia", o antigo nome da ilha de Creta quando esta era uma colônia ultramarina da República de Veneza, entre 1205 e 1212.

 Os candiacervus foram animais pequenos, com a menor espécie (C. ropalophorus) medindo apenas 40 cm de altura e, a mais alta, apenas 1,65 m; o que é irônico, já que o gênero Candiacervus é bem próximo ao Megaloceros, o cervo gigante (inclusive, alguns cientistas o consideram um subgênero de Megaloceros). Esse tamanho talvez seja consequência de um fenômeno conhecido como nanismo insular, quando animais acabam se tornando pequenos para viverem em ilhas, ambientes menores onde há menos alimento disponível. Essa teoria parece ser comprovada observando os outros animais que habitaram a ilha de Creta no mesmo período, como o hipopótamo anão (Hippopotamus creutzburgi) e o elefante anão (Elephas antiquus creutzburgi). Além destes já citados, as 8 espécies de candiacervus ainda dividiam a ilha com roedores, musaranhos, lontras e corujas. Cada espécie deste gênero estava adaptada a um tipo de ambiente da ilha, desde as florestas densas até os montes rochosos.


 Outra característica notável dos cervos de Creta eram seus longos chifres, que assumiam um formato semelhantes a clavas ou espátulas. Eles pareciam pouco úteis para se enfrentar predadores, sendo usados, muito provavelmente, como display sexual e para o reconhecimento de indivíduos.

 A causa mais provável da sua extinção é que seja culpa humana. De acordo com os paleontólogos, a chegada dos seres humanos à ilha de Creta teria sido uma das causas de sua extinção, tanto por interferência direta (caça) quanto por interferência indireta (destruição do hábitat). Porém, cientistas debatem se as ações humanas seriam apenas uma das causas da extinção dos candiacervus, que também sofreram com as mudanças climáticas da última era do gelo. Além disso, vários fósseis de cervos de Creta apresentam patologias, como a osteoesclerose, característica que aumenta o tamanho e a densidade óssea.


Galeria:

Oito espécies de candiacervus, também chamados de cervos de Creta, habitavam o mesmo local praticamente na mesma época; cada uma adaptada a uma região da ilha. Créditos: Mehdi Nikbakhsh (Leogon); DeviantArt

O candiacervus dividia a ilha de Creta com diversas outras espécies de animais, muitas que também desenvolveram nanismo insular e se adaptaram a uma ambiente menor e com menos alimento. O C. ropalophorus foi a menor das espécies de cervos de Creta, medindo apenas 40 centímetros de altura. Perto dele, a extinta coruja de Creta (Athene cretenses) parecia um monstro gigante, mesmo medindo apenas 60 centímetros de altura. Créditos: Stanton F. Fink (avancna); DeviantArt.


Classificação Científica:

Reino: Animalia.
Filo: Chordata.
Classe: Mammalia.
Ordem: Artiodactyla.
Família: Cervidae.
Gênero:  Candiacervus.
Espécies:  Candiacervus cretenses C. ropalophorus,  C. dorothensis,  C. rethymensis,  C. major,  C. devosi,  C. listeri,  C. reumeri.



Fontes:
1. Wikipédia
2. "Candiacervus", por Mehdi Nikbakhsh.

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