terça-feira, 23 de junho de 2015

Crítica - Jurassic World

Título: Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros.
Gênero: Ficção científica; Ação/Aventura.
Data de Lançamento: 22/06/2015.
Diretor: Colin Trevorrow.
Elenco Principal: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Nick Robinson,
Ty Simpkins, B. D. Wong, Judy Greer, Irrfan Khan e Vincent D'Onofrio.

 Eu me lembro de quando assisti Jurassic Park pela primeira vez. Eu tinha por volta de 3 ou 4 anos e ganhei de presente uma fita cassete com o filme em inglês e legendado. Desde então, se tornou meu filme favorito, sendo que eu assistia praticamente todo dia ( claro, pedindo para alguém ler a legenda pois era muito novo pra conseguir acompanhar a leitura ). Mas, nos anos que se seguiram, Jurassic Park teve duas continuações um tanto controversas. A primeira ( O Mundo Perdido: Jurassic Park ) foi boa, mas inferior ao 1º filme. Já Jurassic Park III foi, pelo menos para mim, uma bela decepção, mesmo trazendo o Dr. Alan Grant de volta e usando efeitos especiais muito bons.
 Agora em 2015, 14 após o 3º filme, eu não sabia o que esperar de Jurassic World, e fui para o cinema sem expectativa nenhuma e acabei me surpreendendo com um filme divertido e nostálgico.



"O Parque está aberto!"
 22 anos após os acontecimentos do 1º filme, o sonho de Jhon Hammond finalmente se realizou e o Parque dos Dinossauros finalmente foi aberto ao público. E é realmente um sucesso, com quase 20.000 visitantes por dia! Porém, John Hammond acabou falecendo ( assim como o ator Richard Attenborough, que o interpretou nos primeiros 2 filmes da franquia e morreu em 2014 ) e passando o controle do parque para Simon Masrani ( Irrfan Khan ), chefe da empresa Masrani Global que assumiu o lugar da InGen na criação dos dinossauros e controle do parque. Por falar nela, agora a InGen é por algum motivo uma empresa de segurança ( talvez até paramilitar ) que atua junto com o exército e é chefiada por Vic Hoskins ( Vincent D'Onofrio ).

Owen Grady ( Chris Pratt ), ex-fuzileiro e atual treinador de velociraptores.

 Após alguns anos de funcionamento, os dinossauros não são mais novidade e os financiadores do parque querem uma nova atração, maior e mais assustadora que qualquer outro animal do parque. Com isso eles criam um híbrido entre alguns dinossauros e animais atuais ( que não vou contar quais, pois é uma surpresa do filme ) que é chamado de Indominus Rex, ou "Rei Indomável". Sabendo do perigo que o animal pode representar, Claire Dearing ( Bryce Dallas Howard ), uma das administradoras do parque, convoca o ex-fuzileiro Owen Grady ( Chris Pratt ) para inspecionar o cercado onde o animal é mantido. Porém, após enganar todos de uma maneira extremamente inteligente, o Indominus Rex escapa de sua jaula e começa a tocar o terror no parque. Então, uma caçada se inicia atrás do predador imparável e insaciável. 

O Indominus Rex vai deixar um rastro de morte e destruição por onde passar.
 O enredo do filme não é de todo original, em comparação ao 1º filme, e acho até que seu desenrolar foi um pouco corrido em certo momento do filme. Porém mesmo assim consegue surpreender em vários momentos. Eu gostei da premissa do parque finalmente estar aberto ao público e já no início do filme temos a demonstração de quase tudo que pode ser feito no parque, desde ver o show aquático do mosassauro até assistir a alimentação do T-rex. Se preferir, também é possível fazer passeios de jipes e girosferas por manadas de herbívoros ou levar as crianças para conhecer os filhotes de dinossauros. Ver finalmente o parque dos sonhos de muitas crianças dos anos 90 e início dos anos 2000 funcionando é um dos pontos altos do filme, capaz de emocionar os maiores fãs da franquia. O filme abusa em cenas,referências e na trilha sonora nostálgicas ao primeiro filme, fazendo com que você que foi criança e acompanhou Jurassic Park tenha um sentimento de nostalgia durante todo o filme.

Quer ver um mosassauro sendo alimentado? Em Jurassic World você pode!
 O filme aposta também na diversão do público, com cenas espetaculares de efeitos visuais e piadas, algo que não é tão estranho para Chris Pratt, que interpretou Peter "Senhor das Estrelas" Quill em Guardiões da Galáxia. Os atores são, em média, bons, apesar de não serem grandes atores. Os que mais se destacam são o próprio Chris Pratt, que tem um carisma enorme, e Vincent D'Onofrio que já se mostrou um excelente ator interpretando Wilson Fisk na série Demolidor da Netflix. Outo ator que destaca é B. D Wong, que reprisa seu papel como Henry Wu na franquia. Ele é único personagem dos filmes anteriores a reaparecer em Jurassic World

Claire busca seus sobrinhos, Owen caça o Indominus Rex.

Mas nem tudo são flores no filme. A relação entre os irmãos Zach ( Nick Robinson ) e Gray Mitchell ( Ty Simpkins ) é explorada de uma forma rasa. Não há profundidade entre eles. No início do filme é citado o divórcio de seus pais, mas fica só nisso, eles não tocam mais no assunto, parecendo até mesmo que se esqueceram desse fato. Agora, a relação entre eles e Claire, que é sua tia, já é melhor, mostrando uma tia ausente da vida de seus sobrinhos tentando se reconciliar com eles. O relacionamento entre Claire e Owen é interessante, mas possuí algumas cenas um pouco forçadas durante o filme. 
 O filme tem também um enredo raso em relação ao 1º filme e, em certo momento do filme, as coisas começam a se desenrolar rápido demais, apesar de compensar em cenas e diálogos memoráveis, além de um final incrível. Isso se deve em parte pelo fato do filme ter tidos vários roteiros diferentes nos últimos anos ( incluindo com híbridos de dinossauros e humanos! ) até sua versão final.

Owen e seus raptores na caça do Indominus Rex.
 Algo que havia me deixado com medo era a relação entre Owen e seus velociraptores, onde pensei "Eles vão transformar os predadores mais inteligentes da franquia em bichinhos treinados?". Me aliviei ao saber que na verdade os raptores fazem o que querem, sua relação é de respeito e não a relação entre treinador e animal.

 Em suma, Jurassic World é um filme com uma história e personagens ( em geral, há exceções ) rasos, mas extremamente divertido e nostálgico, que é capaz de emocionar os maiores fãs da franquia. Isso reflete no grande sucesso de bilheteria que o filme está sendo, tornando-se a maior bilheteria de estréia da história do cinema! Vale sim o seu ingresso e eu te digo, você não vai se arrepender.
 O filme ainda deixa um pequeno gancho para uma continuação que me fez pensar: "Será que teremos dinossauros do exército no próximo filme?".



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