quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Macaco mais velho das Américas pode ter cruzado o oceano Atlântico

  
 A descoberta de 4 dentes - molares superiores e inferiores - na amazônia peruana, levou os paleontólogos à descreverem uma nova espécie de primata extinto, o Perupithecus Ucayaliensis. Porém, esse ancestral dos saguis e micos leões dourados de 36 milhões de anos, compartilha características muito semelhantes com um outro primata: o Talaphitecus, que habitou a Líbia na mesma época que o P. Ucayaliensis. Isso leva os cientistas à deduzirem que os dois pertencem à mesma espécie, ou pelo menos, subespécies um do outro.



 Mas como um primata poderia atravessar um oceano? Bem, temos que levar em consideração que a África e a América do Sul estavam muito mais próximas nesta época, devido à separação dos continentes. Além disso, se uma fêmea grávida ( ou um casal ) ficar presa em um tronco flutuante, o mar é capaz de leva-la de um continente para o outro. Parece impossível, mas isso já foi feito antes por roedores, lagartos e até mesmo anfíbios, cuja a água salgada do mar poderia te-los matado. Porém, é mais provável que eles saltassem de ilha em ilha usando este método. Assim, em poucas gerações eles seriam capazes de chegar em um novo continente.

 O único problema é a datação dos fósseis. Para o paleontólogo Mario Cazzuol da Universidade Federal de Minas Gerais ( UFMG ), isso depende da correlação dos fósseis com as camadas geológicas onde foram descobertas. E no caso do sítio Santa Rosa, onde o P. Ucayaliensis foi descoberto, não é muito boa. Nesse caso, a espécie pode ser muito mais recente, com apenas 26 milhões de anos, o que pode acabar com a teoria. "As condições para esta travessia seriam extremamente perigosas" de acordo com Ken Campbell Jr. do Museu de História Natural de Los Angeles, coautor dos estudos e cauteloso quanto essa teoria. Apenas os estudos futuros poderão afirmar se os primeiros primatas americanos vieram mesmo da África.


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