sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Fóssil esquecido em museu pertence a uma nova espécie de ictiossauro


 Um fóssil que havia sido armazenado no museu de Doncaster, no norte da Inglaterra, durante 30 anos e que nunca havia sido estudado, pertencia a uma nova espécie de ictiossauro. A notícia, que veio à tona pela revista britânica Journal of Vertebrate Paleontology nessa quinta-feira (19/02/2015), diz que o fóssil havia sido confundido com um molde de gesso e acabou sendo guardado durante 30 anos no museu.

 Os ictiossauros foram répteis marinhos que lembravam vagamente um golfinho e que viviam nos oceanos na mesma época dos dinossauros. A nova espécie foi nomeada de Ichthyosaurus Anningae em homenagem à famosa caçadora de fósseis Mary Anning, que descobriu o primeiro ictiossauro. Ele viveu no período Triássico a 189 milhões de anos atrás.

O Fóssil do Ichthyosaurus Anningae 
 A pesquisa, que começou em 2008, foi feita por Dean Lomax da Universidade de Manchester, que encontrou o fóssil perdido, em parceria com Judy Massare da State University de Nova York. Os dois pesquisadores compararam o fóssil com outros mil fósseis de ictiossauros, na Europa e nos Estados Unidos, e foram capazes de apontar diferenças entre elas.

 De acordo com Lomax, o fóssil está tão bem preservado que pode-se ter uma noção do que o animal comia. "No fóssil podem ser observados pequenos restos de tentáculo de lula, por isso podemos saber qual foi sua última refeição" explica Lomax.



Fonte: VEJA

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