quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Nova descoberta revela que pterossauros tinham penas

Concepção artística de um dos pterossauros descobertos com os 4 tipos de penas no corpo (Imagem: Yuan Zhang/Nature Ecology & Evolution).

 Há muito tempo a ciência já nos mostrou que dinossauros e pterossauros são dois grupos de répteis com um ancestral em comum e, portanto, compartilham algumas características semelhantes. Mas, uma nova descoberta na China parece nos mostrar uma novíssima e excitante semelhança entre eles: a presença de penas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Basilossauro

Créditos: Walking With Beasts; BBC.
Nome: Basilossauro ("Rei Lagarto")
Época: Eoceno.
Local: América do Norte, África e Ásia.

 Basilossauro foi um gênero de cetáceos que habitaram os mares das antigas América do Norte, África e Ásia entre 40 e 35 milhões de anos atrás, durante o período Eoceno. Seus primeiros fósseis só foram descritos oficialmente no século XIX, quando o paleontólogo britânico Richard Owen foi apresentado a uma descoberta do anatomista americano Richard Harlan: um esqueleto fragmentado (consistindo na mandíbula, dentes, uma vértebra, úmero e costelas) que havia sido encontrado no sudeste dos Estados Unidos. Porém, esse não foi o primeiro fóssil desse animal a ser desenterrado. Por décadas os habitantes do sudeste dos EUA encontraram fósseis de basilossauros; mas como não sabiam do que se tratavam tais ossos, muitos desses fósseis acabaram sendo utilizados na fabricação de mobília e decorações para casas americanas.

 Originalmente, Harlan acreditava que os fósseis sob sua posse pertenceriam a um gigantesco réptil marinho carnívoro, como o mosassauro, e ele sugeriu que seu nome fosse Basilosaurus, que significa "Rei Lagarto". Porém, em 1839, quando Richard Owen estudou melhor os ossos apresentados pelo colega, o paleontólogo percebeu que os fósseis eram, na verdade, de um cetáceo extinto. Por isso, Owen sugeriu que seu nome fosse mudado para Zeuglodon, mas devido às regras taxonômicas o primeiro nome deve ser utilizado; e até hoje o animal é chamado de basilossauro. Foi um dos primeiros cetáceos extintos descobertos.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Novo dinossauro descoberto no Brasil é nomeado em homenagem ao vilão Thanos

Representação do Thanos simonattoi feita por PaleoJoe (DeviantArt). A coloração não está cientificamente correta, mas é uma homenagem ao vilão Thanos.

 Paleontólogos anunciaram a descoberta de um novo dinossauro brasileiro do período Cretáceo: um terópode carnívoro da família dos abelissaurídeos. A descoberta aconteceu em 2014 na região de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo; mas o animal só foi descrito agora em 2018. O mais curioso dessa descoberta, porém, foi o inusitado nome que o dinossauro recebeu: Thanos simonattoi.

 Seu nome específico, simonattoi, é uma homenagem ao seu descobridor, o paleontólogo Sérgio Luis Simonatto, do Museu de Paleontologia Professor Antônio Celso de Arruda Campos. Seu nome genérico, Thanos, é uma homenagem ao vilão Thanos, dos quadrinhos da Marvel Comics. O vilão foi criado em 1973 pelo quadrinista Jim Starlin, e voltou a ganhar os holofotes com os novos filmes de Os Vingadores. Seu nome é derivado da palavra grega Thanatos, que significa "Morte".

 Seu único fóssil descoberto corresponde a uma vértebra cervical, o que foi o suficiente para estimar seu tamanho: entre 5.5 e 6.5 metros de comprimento, o que é um tamanho relativamente pequeno se comparado ao de outros dinossauros de sua família. Além disso, a descoberta de fósseis de outro predador ainda maior, provavelmente um megaraptorídeo, na mesma região, indicam que Thanos provavelmente não era o maior predador de sua época e local.

Dupla de Thanos caçando saurópodes no Brasil do período Cretáceo. Arte por Deverson da Silva.


Fontes:
1. Dinosauria Blog
2. Heróis da TV
3. Wikipédia

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Kelenken

Créditos: National Geographic.
Nome: Kelenken.
Época: Mioceno.
Local: América do Sul.

 O kelenken foi uma grande ave não voadora que habitou a região da atual Argentina há aproximadamente 15 milhões de anos atrás, durante o período Mioceno. Seus primeiros fósseis foram descobertos em 1999 a 100 metros da estação de trem de Comallo, uma pequena vila na Província de Río Negro, no nordeste da Patagônia Argentina. Eles foram encontrados pelo estudante Guillermo Oscar Aguirre Zabala e um amigo, que levaram sua descoberta até o museu paleontológico de San Carlos de Bariloche, onde ficou praticamente esquecido até ser formalmente descrito em 2007 por Luis María Chiappe, Sara Bertelli e Claudia Tambussi. O animal recebeu o nome de Kelenken guillermoi, sendo seu nome específico em homenagem ao seu descobridor e seu nome genérico faz alusão ao Kelénken, um espírito da mitologia do povo Tehuelche, povo que habita a Patagônia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Coritossauro


Nome: Coritossauro ("Lagarto de Capacete").
Época: Cretáceo.
Local: América do Norte.

 Coritossauro foi um gênero de hadrossaurídeos, ou dinossauros bico-de-pato, que habitaram a América do Norte entre 77 e 75.7 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo. Seus primeiros fósseis foram descobertos pelo paleontólogo americano Barnum Brown em 1911, próximo do rio Red Deer, em Alberta, no Canadá. Tal fóssil estava quase completo, apenas com parte da cauda e dos membros posteriores faltando. O mais incrível desse fóssil (AMNH 5240) foi que ele apresentava pele fossilizada, que também deixaram marcada na rocha um contorno quase perfeito do corpo do animal em vida. Esse dinossauro só foi descrito no final de 1912 e foi nomeada como Corythosaurus casuaris. Corythosaurus significa "Lagarto de Capacete" e faz alusão à semelhança de sua crista com os elmos utilizados pelos guerreiros da cidade de Corinto, na antiga Grécia. Casuaris, seu nome específico, faz referência ao casuar, uma ave não voadora da Oceania que possuí uma crista na cabeça muito semelhante ao do coritossauro. Além do C. casuaris, uma segunda espécie de coritossauro é oficialmente reconhecida, o C. intermedius, antigamente conhecido como stephanossauro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mosassauro

(Créditos: "Mosasaurus hoffmannii - Saurian", por Jacob Baardse; ArtStation).
Nome: Mosassauro ("Lagarto de Mosa")
Época: Cretáceo
Local: América do Norte e Europa.

 Mosassauro foi um gênero de grandes répteis marinhos, já extintos, que habitaram os mares das atuais regiões da Europa e América do Norte. Esse gênero foi um dos últimos répteis marinhos a nadar nos oceanos, já que viveram durante o final do período Cretáceo, entre 70 a 66 milhões de anos atrás. 

 Seu primeiro fóssil, um crânio fragmentado, foi descoberto em 1764 em uma mina de giz no Monte São Pedro, uma colina próxima da cidade de Masstricht, na Holanda. Porém, foi só em 1790 que o diretor do Museu Teylers, Martinus van Marum, descreveu o fóssil, identificando o animal como uma baleia. Esse não foi o primeiro, nem o último, caso de interpretação equivocada dos fósseis de mosassauro. Na década de 1770, outro crânio foi encontrado, dessa vez na Alemanha, e identificado por Johann Leonard Hoffmann, médico do exército holandês e geólogo amador, que inicialmente o considerou como sendo um tipo de crocodilo. Na mesma época, o fóssil foi analisado pelo professor holandês Petrus Camper, que afirmou que os ossos pertenciam a uma baleia com dentes desconhecida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Candiacervus

Créditos: George Papageorgiou (NefelisSt); DeviantArt.
Nome: Candiacervus ("Cervo de Creta/Cândia").
Época: Pleistoceno.
Local: Ilha de Creta (talvez outras ilhas gregas próximas).


 Candiacervus foi um gênero extinto de cervos que habitaram a Ilha de Creta, na Grécia, durante o período Pleistoceno, entre 300.000 e 10.000 anos atrás. Seus primeiros fósseis foram descobertos por volta de 1907 e, nos dias de hoje, 8 espécies são oficialmente reconhecidas. Outros cervos anões foram descobertos em ilhas próximas, como a Ilha Cárpatos, mas ainda não se sabe se eles pertencem ao gênero Candiacervus. Seu nome significa "Cervo de Cândia", o antigo nome da ilha de Creta quando esta era uma colônia ultramarina da República de Veneza, entre 1205 e 1212.