terça-feira, 7 de agosto de 2018

Megacerops

Créditos: Zdenek Burian.
Nome: Megacerops ("grande rosto com chifres").
Época: Eoceno.
Local: América do Norte.

 Megacerops foi um gênero de ungulado que habitou a América do Norte durante o final do período Eoceno, entre 38 e 33.9 milhões de anos atrás, e que foi descrito em 1870 por Joseph Leidy. Apesar disso, os fósseis do megacerops já eram conhecidos há muito tempo pela tribo nativo-americana dos Sioux, que chamavam este animal de "cavalo do trovão", pois acreditavam que eles, em vida, correram pelas nuvens causando raios e trovões. É interessante notar que muitos destes fósseis encontrados pelos Sioux pertenciam a manadas de megacerops que morreram devido a erupções vulcânicas nas Montanhas Rochosas.

domingo, 29 de julho de 2018

Smilodon


Créditos: Mauricio Anton.
Nome: Smilodon ("Dente de Faca" ou "Dente de Sabre").
Época: Pleistoceno e Holoceno.
Local: América.

 Smilodon foi um gênero de grandes felinos que habitaram a América entre Pleistoceno e o início do Holoceno, entre 2.5 milhões e 10.000 anos atrás. Seus primeiros fósseis foram descobertos nos anos de 1830 em uma caverna próxima à cidade de Lagoa Santa, MG, Brasil, pelo paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund e seus assistentes. Na época, Lund acreditava que os dentes encontrados por ele pertenciam a um tipo de hiena antiga, que ele chamou de Hyaena neogaea em 1839. Foi só algum tempo depois, com a descoberta de mais fósseis na região, que Lund se deu conta que o animal era, na verdade, um grande felino. Então, em 1942, Peter nomeou o animal como Smilodon populator. Depois disso, fósseis de smilodons passaram a ser descobertos em várias partes das Américas, em especial na América do Sul e do Norte.


 Em 1869, o paleontólogo americano Joseph Leidy descreveu parte de um maxilar e um dente molar encontrado em Hardin County, no Texas, EUA. No início, Leidy descreveu o animal como um gato do gênero Felis, mas mudou de ideia quando Edward D. Cope mostrou que esse fragmento era idêntico aos descobertos por Lund na América do Sul. Com essa nova descoberta, uma nova espécie era classificada: o Smilodon fatalis. Apesar de ser considerada uma espécie válida, há pouco registro fóssil do S. fatalis, o que fez muitos paleontólogos sugerirem que ele era, na verdade, um espécime sub-adulto de S. populator.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Antarctopelta

Créditos: Tuomas Koivurinne e Sergio Pérez.
Nome: Antarctopelta ("Escudo da Antártica).
Época: Cretáceo.
Local: Antártica.

 O antarctopelta foi um dinossauro herbívoro da subordem dos anquilossauros e da família dos nodossaurídeos que habitou a Antártica entre 74 e 70 milhões de anos atrás. Seus primeiros fósseis foram encontrados em 1986 na Península Antártica pelos geólogos argentinos Eduardo Olivero e Roberto Scasso. Porém, devido às condições adversas do clima e do solo da região, a escavação do antarctopelta levou quase uma década para ser concluída. No final de tudo, dentes, mandíbula inferior, parte do crânio, vértebras, partes dos membros posteriores e diversas partes de sua armadura foram recuperados de uma área de 6 m². Apesar de ter sido o primeiro dinossauro descoberto na Antártica, o antarctopelta só foi oficialmente descrito em 2006 pelos paleontólogos Leonardo Salgado e Zulma Gasparini, sendo o segundo dinossauro antártico descrito (o primeiro foi o criolofossauro, descrito em 1993).

domingo, 1 de julho de 2018

Aepycamelus

Créditos: Heinrich Harder.
Nome: Aepycamelus ("Camelo alto").
Época: Mioceno.
Local: América do Norte.

 O aepycamelus, também chamado de camelo girafa, alticamelo ou camelo de pescoço longo, foi um camelídeo que habitou a América do Norte entre 20.6 e 4.9 milhões de anos atrás, durante o período mioceno. Dez espécies desse gênero são conhecidas e seus fósseis foram encontrados por uma área bastante abrangente dos Estados Unidos, incluindo Montana, Flórida, Califórnia, Nebraska e o Colorado, além de diversos outros estados. Sua primeira descrição oficial foi feita por J. R. McDonald em 1956, mas fragmentos fósseis desse animal já eram encontrados desde 1869.

domingo, 24 de junho de 2018

Dacentrurus


Créditos: Megabass22.
Nome: Dacentrurus ("Cauda cheia de pontas").
Época: Jurássico.
Local: Europa.


 O dacentrurus foi um gênero de estegossaurídeo que habitou a Europa durante o final do período jurássico, entre 154 e 150 milhões de anos atrás. Seus primeiros fósseis (que consistiam na pelve, várias vértebras, espinhos e ossos dos membros) foram recuperados por funcionários de um pedreira próxima a cidade Swindon, em Wiltshire, Inglaterra, em 23 de maio de 1874. Os trabalhadores logo entraram em contato com o famoso paleontólogo e biólogo Richard Owen, que descreveu o animal no ano seguinte.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lobo Terrível

Nome: Lobo Terrível; Lobo Gigante; Lobo Pré-Histórico.
Época: Pleistoceno e Holoceno.
Local: América.

 O Canis dirus ("Cão temível"), também chamado de lobo terrível ou lobo gigante, foi provavelmente o maior canídeo que já viveu. Seus primeiros fósseis foram descobertos em 1854 às margens do Rio Ohio, perto de Evansville, em Indiana, EUA. Até os anos de 1984, diversos fósseis foram descobertos por toda a América, desde o Canadá até o Peru. Porém, seus melhores fósseis proveem dos Estados Unidos, enquanto as descobertas na América do Sul ainda são contestadas. A maior parte de seus fósseis conhecidos foram encontrados nos poços de piche de La Brea Tar Pits, em Los Angeles, EUA, onde esses animais provavelmente ficaram presos antes de morrer de fome ou sufocamento.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Stygimoloch

Nome: Stygimoloch ("Demônio do Estige").
Época: Cretáceo.
Local: América do Norte.


 O stygimoloch foi um paquicefalossaurídeo que habitou a América do Norte durante o período cretáceo, por volta de 66 milhões de anos atrás, no fim da era dos dinossauros. Fósseis desse animal foram descobertos na Formação Hell Creek, Formação Ferris e Formação Lance, todos no centro oeste dos Estados Unidos. Seu nome genérico é a junção de duas palavras: Stygi e Moloch. "Stygi" faz alusão ao Estige, rio da mitologia grega por onde Caronte levava as almas dos mortos até o submundo (uma referência à Formação Hell Creek, que é banhada por um rio). "Moloch" é uma referência ao sombrio deus canaanita, às vezes interpretado como um demônio,  associado ao sacrifício de crianças. Tais nome foram escolhidos para enfatizar a aparência "demoníaca" da criatura, devido aos seus grandes chifres.