quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Kelenken

Créditos: National Geographic.
Nome: Kelenken.
Época: Mioceno.
Local: América do Sul.

 O kelenken foi uma grande ave não voadora que habitou a região da atual Argentina há aproximadamente 15 milhões de anos atrás, durante o período Mioceno. Seus primeiros fósseis foram descobertos em 1999 a 100 metros da estação de trem de Comallo, uma pequena vila na Província de Río Negro, no nordeste da Patagônia Argentina. Eles foram encontrados pelo estudante Guillermo Oscar Aguirre Zabala e um amigo, que levaram sua descoberta até o museu paleontológico de San Carlos de Bariloche, onde ficou praticamente esquecido até ser formalmente descrito em 2007 por Luis María Chiappe, Sara Bertelli e Claudia Tambussi. O animal recebeu o nome de Kelenken guillermoi, sendo seu nome específico em homenagem ao seu descobridor e seu nome genérico faz alusão ao Kelénken, um espírito da mitologia do povo Tehuelche, povo que habita a Patagônia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Coritossauro


Nome: Coritossauro ("Lagarto de Capacete").
Época: Cretáceo.
Local: América do Norte.

 Coritossauro foi um gênero de hadrossaurídeos, ou dinossauros bico-de-pato, que habitaram a América do Norte entre 77 e 75.7 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo. Seus primeiros fósseis foram descobertos pelo paleontólogo americano Barnum Brown em 1911, próximo do rio Red Deer, em Alberta, no Canadá. Tal fóssil estava quase completo, apenas com parte da cauda e dos membros posteriores faltando. O mais incrível desse fóssil (AMNH 5240) foi que ele apresentava pele fossilizada, que também deixaram marcada na rocha um contorno quase perfeito do corpo do animal em vida. Esse dinossauro só foi descrito no final de 1912 e foi nomeada como Corythosaurus casuaris. Corythosaurus significa "Lagarto de Capacete" e faz alusão à semelhança de sua crista com os elmos utilizados pelos guerreiros da cidade de Corinto, na antiga Grécia. Casuaris, seu nome específico, faz referência ao casuar, uma ave não voadora da Oceania que possuí uma crista na cabeça muito semelhante ao do coritossauro. Além do C. casuaris, uma segunda espécie de coritossauro é oficialmente reconhecida, o C. intermedius, antigamente conhecido como stephanossauro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mosassauro

(Créditos: "Mosasaurus hoffmannii - Saurian", por Jacob Baardse; ArtStation).
Nome: Mosassauro ("Lagarto de Mosa")
Época: Cretáceo
Local: América do Norte e Europa.

 Mosassauro foi um gênero de grandes répteis marinhos, já extintos, que habitaram os mares das atuais regiões da Europa e América do Norte. Esse gênero foi um dos últimos répteis marinhos a nadar nos oceanos, já que viveram durante o final do período Cretáceo, entre 70 a 66 milhões de anos atrás. 

 Seu primeiro fóssil, um crânio fragmentado, foi descoberto em 1764 em uma mina de giz no Monte São Pedro, uma colina próxima da cidade de Masstricht, na Holanda. Porém, foi só em 1790 que o diretor do Museu Teylers, Martinus van Marum, descreveu o fóssil, identificando o animal como uma baleia. Esse não foi o primeiro, nem o último, caso de interpretação equivocada dos fósseis de mosassauro. Na década de 1770, outro crânio foi encontrado, dessa vez na Alemanha, e identificado por Johann Leonard Hoffmann, médico do exército holandês e geólogo amador, que inicialmente o considerou como sendo um tipo de crocodilo. Na mesma época, o fóssil foi analisado pelo professor holandês Petrus Camper, que afirmou que os ossos pertenciam a uma baleia com dentes desconhecida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Candiacervus

Créditos: George Papageorgiou (NefelisSt); DeviantArt.
Nome: Candiacervus ("Cervo de Creta/Cândia").
Época: Pleistoceno.
Local: Ilha de Creta (talvez outras ilhas gregas próximas).


 Candiacervus foi um gênero extinto de cervos que habitaram a Ilha de Creta, na Grécia, durante o período Pleistoceno, entre 300.000 e 10.000 anos atrás. Seus primeiros fósseis foram descobertos por volta de 1907 e, nos dias de hoje, 8 espécies são oficialmente reconhecidas. Outros cervos anões foram descobertos em ilhas próximas, como a Ilha Cárpatos, mas ainda não se sabe se eles pertencem ao gênero Candiacervus. Seu nome significa "Cervo de Cândia", o antigo nome da ilha de Creta quando esta era uma colônia ultramarina da República de Veneza, entre 1205 e 1212.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Saltassauro

Créditos: Masato Hattori.
Nome: Saltassauro ("Lagarto de Salta")
Época: Cretáceo.
Local: América do Sul.

 O saltassauro foi um dinossauro saurópode que habitou a região da atual Argentina entre 70 e 65 milhões de anos atrás, durante o final do período Cretáceo. Seus fósseis foram escavados próximos da cidade de Salta, na Argentina, entre 1975 e 1977, pela equipe dos paleontólogos José Fernando Bonaparte, Martín Vince e Juan C. Leal.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Plateossauro

Créditos: Walking With Dinosaurs; BBC.
Nome: Plateossauro ("Lagarto amplo")
Época: Triássico.
Local: Europa.

 Plateossauro foi um gênero de dinossauros prossaurópodes que habitaram a Europa durante o período Triássico, entre 214 e 204 milhões de anos atrás. Seus primeiros fósseis, que consistiam em algumas vértebras e ossos das pernas, foram descobertos pelo médico Johann Friedrich Engelhardt próximos da cidade de Heroldsberg, na Alemanha, em 1834. Porém, foi apenas três anos depois que o paleontólogo Hermann von Meyer usou estes fósseis para descrever o novo animal, que nomeou como Plateosaurus engelhardti.

 Ao longo dos anos, mais de 100 fósseis de diferentes indivíduos de plateossauro foram descobertos pela Europa. Eles foram encontrados em mais de 50 pontos diferentes da Alemanha, além de já terem sido encontrados na França e na Suíça. Alguns anos depois da primeira descoberta, uma segunda espécie foi descrita, o Plateosaurus gracilis, sendo esta menor e mais antiga que o P. engelhardti.


sábado, 25 de agosto de 2018

Potro de cavalo extinto é descoberto congelado na Sibéria

O filhote de Cavalo de Lena no laboratório após sua revelação mundial. (Foto: Michil Yakovlev/SVFU)

 Nesta quinta-feira (13), um grupo conjunto de paleontólogos russos e japoneses anunciaram a descoberta de um filhote congelado, e muito bem preservado, de um cavalo extinto datando de mais de 30.000 anos atrás.